Recordando: em abril, sem qualquer discussão prévia com empregados envolvidos ou entidades representativas, a Caixa comunicou a adoção a partir de 18 de maio, para a área de tecnologia, de sistema de trabalho intercalando-se uma semana presencial e duas semanas para o remoto.
Em São Paulo, unidade de Santo Amaro, empregados se mostraram contrários à medida. Entre seus argumentos, a constatação de que tal sistema, do ponto de vista prático, não faria sentido, pois quando se determina o modo presencial para a área de tecnologia, em verdade se impõe o trabalho remoto em dependência da Caixa.
Empregados acrescentaram, ainda, que por se tratar de área de tecnologia, a modalidade de trabalho remoto, menos custosa, contribuiria com alocação dos hoje limitados recursos prioritariamente às unidades de ponta, onde o trabalho presencial é indispensável. Nas unidades de tecnologia há, também, muitos trabalhadores terceirizados e, independentemente do necessário questionamento à contratação por meio de empresa de intermediação de mão de obra em vez de realizá-la pela própria Caixa, esses trabalhadores cumprem sua jornada na modalidade remota.
Questionamento à Caixa
Quando comunicada a mudança no sistema de trabalho, empregados procuraram a Apcef São Paulo e o Sindicato dos Bancários para discussão junto à Caixa. Não há resposta até agora.
Informe no portal Contraf-CUT registra reunião ocorrida em 30 de abril entre essa Confederação e Caixa para debate de vários temas pendentes, entre os quais sobrecarga de trabalho, falta de pessoal, mudanças estruturais implementadas sem negociação prévia. No entanto, o debate não foi concluído.
Para fortalecer o processo negociação e barrar a medida descabida, é fundamental engajamento de empregados, com o apoio do Sindicato e Associação.
A ver o que ocorre até 18 de maio.
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https://todoplural.com.br/2026/04/21/de-volta-o-trabalho-presencial-e-sem-discussao/