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Política de investimentos: resultados versus direitos

Terceiro e último artigo da série de artigos abordando temas mencionados por candidatos nas eleições Funcef.

De 24 a 27 de março, primeiro turno do processo eleitoral Funcef. Em disputa, titular da Diretoria de Benefícios, além de duas vagas, com respectivos suplentes, no Conselho Deliberativo e uma vaga, também com suplente, no Conselho Fiscal. Os mandatos são de quatro anos. A votação será por meio de ambiente da internet Funcef. O colégio eleitoral é formado pelos participantes ativos e assistidos inscritos até 31 de janeiro de 2026.

Promessas retiradas das gavetas

Temas que se arrastam há tempos aparecem, em especial em propostas dos três candidatos à titularidade na Diretoria de Benefícios, incluindo o atual ocupante do cargo, Jair Pedro Ferreira, agora candidato à reeleição. Aos novos concorrentes, necessário compromisso com tais questões. Ao candidato à reeleição, cabe explicar por que não interveio para tanto em quatros anos e, agora, promete fazê-lo. 

Política de investimentos

Na gestão atual da Funcef, caminho único é o de aplicações financeiras. Observados números mais recentes, de novembro de 2025, recursos dos planos se concentram em Renda Fixa, majoritariamente títulos da dívida pública da União. Considerada a soma de todos os planos, dos R$ 120 bilhões em ativos garantidores de benefícios, R$ 98,4 bilhões, 82,04%, estão nesse segmento. Em Renda Variável, com participação em empresas e ações negociadas em mercado aberto, R$ 6,2 bilhões, 5,23%.

A rentabilidade dos planos somados, informada até novembro, foi de 10,42% em Renda Fixa e de 26,28% em Renda Variável.

Concentração pouco superior em Renda Variável, em ações de primeira linha a exemplo de Petrobras, Vale, Bradesco, Itaú, teria trazido retorno mais expressivo, como demonstrado. No entanto, títulos públicos dão sono tranquilo a administradores. Em tom jocoso, há quem indague qual seria a razão para a existência de diretoria de investimentos na Fundação.

Assim, ante resultado raspando aquele mínimo definido em regulamento, a busca de sobras ou de recursos para redução de déficits contabilizados, mas ainda não equacionados, se volta ao corte de direitos. Menos direitos, menos reservas necessárias para honrá-los.

Um dos compromissos do integrante da diretoria-executiva e candidato à reeleição é “enfrentar ataques que retirem direitos”, sem informar de que maneira. O compromisso foi incluído pelo candidato no tópico “investimentos e riscos” de seu programa.

Se houver segundo turno, a ver o que os candidatos escolhidos falarão a respeito do tema.

Leia mais em

https://todoplural.com.br/2026/03/25/perda-de-direitos-e-incorporacao-do-reb-pelo-novo-plano-temas-funcef/

https://todoplural.com.br/2026/03/24/eleicoes-funcef-promessas-de-volta-a-propaganda/

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