DESTAQUE

Um novo integrante no Conselho de Administração da Caixa

Com 19.794 votos, 56,96% dos 34.749 válidos, Sandro Jardel Pompeu de Brito foi eleito ao cargo de conselheiro de administração da Caixa. Derrotou Fabiana Uehara Proscholdt, candidata à reeleição, que alcançou 14.955 votos, 43,04%.

Os 34.749 votos válidos representaram 41,2% do colégio de 84.416 eleitores, assim considerados empregados da ativa na Caixa. Foram registrados 177 votos nulos. Na votação final, Sandro Brito aumentou a diferença alcançada no 1º turno em relação a Fabiana Uehara, então segunda colocada, de 2.050 para 4.839 votos.

O Conselho de Administração é o órgão de deliberação da Caixa composto por oito conselheiros, cinco dos quais indicados pelo Ministro da Fazenda, um pelo Ministro de Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, além do Presidente da Caixa e de um conselheiro representante dos empregados. O mandato de Sandro Brito terá início logo após a primeira Assembleia Geral Ordinária da CAIXA de 2026 e durará dois anos.

Polêmicas

Voto alinhado à direção da Caixa, quando da definição do valor de cada ação em lote oferecido a sócios privados, pontos do Saúde Caixa e prestação de contas.

Na campanha, em propaganda por sua reeleição veiculada em matérias na Fenae e Apcef/SP, entre outras entidades, Fabiana Uehara foi destacada por sua atuação em  “follow on” da Caixa Seguridade. O anglicismo da propaganda caracterizou-se como cortina para o apoio da conselheira, em reunião do CA de março de 2025, ao preço proposto pela direção da Caixa para a venda de mais de 82 milhões de ações da Caixa Seguridade, fechando-se, então, unanimidade quanto ao valor da privatização dessa parte do capital.

Outros materiais de  propaganda da candidata destacaram o que teria sido sua intervenção no Saúde Caixa, a ela se atribuindo defesa dos pós-agosto de 2018 e luta pelo fim do teto de 6,5%, definido como  dispêndio da Caixa.

A propaganda contradisse os fatos: coordenadora da Comissão de Empresa na negociação em 2018, Fabiana Uehara defendeu a aprovação de acordo coletivo de trabalho, o que impedia os empregados admitidos a partir de 1º de setembro daquele ano de adesão ao Saúde Caixa. A partir de 2020, em negociação por ela também coordenada, a esses concursados, embora admitidos no programa de saúde, não se garantiu o direito a ele quando da aposentadoria. A discriminação em relação aos admitidos até agosto de 2018 foi reiterada nas negociações seguintes e prevalece até agora, em todas as ocasiões com apoio de Uehara. Da mesma forma, o teto de 6,5%, que desde 2018 é parte do acordo coletivo de trabalho.

Por fim, informes quanto a ações da conselheira praticamente inexistiram, como também inexistiram quaisquer iniciativas objetivas em debater com os empregados da Caixa questões dos trabalhadores ou de defesa do banco público.

A expectativa é que Sandro Brito modifique essa prática, preste contas e integre, em apoio a seu mandato, os trabalhadores da Caixa na defesa de seus direitos e na defesa do banco público.

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