No sábado (29) a Contraf-CUT publicou a proposta de alterações no Saúde Caixa apresentada em mesa de negociação. Segundo a Confederação, tal proposta será levada à aprovação em assembleia de bancários nos dia 3 e 4 de setembro.
Há mudanças significativas, entre elas a que estabelece a diferenciação etária, quebrando, assim, o modelo mutualista atual. Valores atualmente cobrados de usuários serão elevados.

A cobrança mensal terá alíquotas de 2,7% a 4,5% sobre a remuneração do titular. Dos 273.462 cadastrados no Saúde Caixa, base dezembro de 2025, 178.794, o que corresponde a 65,4% do total, são classificados com idade igual ou acima de 39 anos e terão a cobrança, atualmente em 3,5% mensal, definida entre 3,70% a 4,5%, a depender da idade.

Hipóteses e ameaças
A Contraf-CUT registra, ainda, que a Caixa “pretende iniciar, após o período de restrições eleitorais, os procedimentos internos e externos necessários para ampliar, em 2027, o atual teto de 6,5% da folha de pagamento e proventos que limita sua participação no Saúde Caixa. Em caso de aumento, teto de 6,5% para 8%”. E acrescenta: “outro tema colocado pelo banco foi o estudo de mudanças estruturais no Saúde Caixa, inclusive a possibilidade de constituição de CNPJ próprio e busca de novas fontes de receita”. CNPJ próprio é o fim da autogestão e caminho para a transferência da carteira a seguradora privada.
Não há qualquer menção aos concursados admitidos a partir de 1º de setembro de 2018, que, quando desligados da Caixa, mesmo que por aposentadoria, perdem o direito ao Saúde Caixa. São, atualmente, 14.400 discriminados em relação aos contratados até essa data. Tal discriminação é parte das versões do Acordo Coletivo de Trabalho firmadas entre Caixa e Contraf-CUT desde 2018.
Nota da Contraf-CUT: