A candidata à reeleição a cargo no Conselho de Administração da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, que em primeiro turno de votação foi superada pelo candidato Sandro Brito, trata como “fake News” divulgação de seu posicionamento relativamente ao processo de privatização da Caixa Seguridade. Em mensagem em redes sociais, afirma que votou “contrariamente à privatização”, mas manifestou-se favoravelmente “ao maior preço possível”.
A ata que registra seu voto contrário não pode, segundo ela, ser divulgada, por tratar de “dados sensíveis”. Por outro lado, sensíveis ou não, foi divulgado o extrato da Ata 911, com registro de reunião na qual se definiu o preço de venda das ações. E, para tal preço, a votação foi unânime. O valor de R$ 14,75 proposto pelos defensores da privatização recebeu manifestação favorável de todos, inclusive da conselheira, às 19:30h de 19 de março de 2025. Vale registrar que nas negociações da manhã do dia seguinte, 20 de março, a B3 indicava negócios de cada ação da Companhia a R$ 15,24.
De toda forma, o ponto não era e não é o preço. O ponto sempre foi e é o de posicionamento contrário ao processo de privatização do balcão da Caixa.
Era fundamental, à época, a divulgação aos empregados da Caixa, a quem a conselheira representaria, do que se discutia quando da aprovação da venda, tema essencial à luta contra a entrega a sócios privados de ganhos às custas de produtos criados pela Caixa e oferecidos por meio da Caixa. Nada foi divulgado, nada informado, nenhum debate proposto nem mesmo quando da aprovação da venda.
A manifestação e revelação da Conselheira, ainda no cargo, chega agora, por conta de seu interesse eleitoral.
Extrato da Ata com a aprovação unânime do preço, leia em