ESTANTE

A máquina e o rei nu

A máquina é poderosa, mas voltada ao processo eleitoral. Em tempos recentes, temerosa em ações de luta dos trabalhadores.

Por exemplo: tema constante, o teto de 6,5% para as despesas da Caixa com assistência à saúde foi incluído no estatuto da Caixa em dezembro de 2017. A máquina pouco mencionou o tal número e, meses depois, endossou esse teto em cláusula do acordo coletivo de trabalho, endossou de novo em 2020 e endossou de novo em 2022. Ante as críticas, a máquina argumentava que havia garantido a proporção 70/30. Não havia.

O teto encareceu o Saúde Caixa para os usuários e em breve o tornará inviável.

Agora, por conta do processo eleitoral para a escolha do representante dos empregados ao Conselho de Administração, a mesma máquina se movimenta – em abaixo-assinado, nada mais que isso – para a exclusão desse teto do estatuto da Caixa. Não se sabe se concordará em retirá-lo dos acordos que subscreveu.

A iniciativa remete à fábula do rei, aquele que estava nu. Aliás, nu! Aí está uma boa rima para o candidato da máquina!

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