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De volta, o trabalho presencial. E sem discussão

Não faz sentido do ponto de vista prático, na área de tecnologia, o trabalho presencial. Por quê? Porque quando se determina o modo presencial, em verdade se impõe o trabalho remoto em dependência da Caixa. Os integrantes de uma mesma equipe estão espalhados pelo país, e não agrupados no mesmo endereço.

A constatação é de trabalhador da área de tecnologia em São Paulo. A discussão reapareceu neste mês de abril, quando a Caixa comunicou a adoção de uma semana de trabalho presencial, intercalada por duas semanas de trabalho remeto.

Instalação inadequada

No caso específico de São Paulo, a unidade da Caixa em Santo Amaro, que abriga áreas da tecnologia, não dispõe de espaço suficiente,  tampouco suporte local. Até mesmo reuniões de parte da equipe em estações de trabalho, por exemplo, prejudicam a concentração e o trabalho daqueles em outras estações.

Reunião coma Caixa?

A decisão da Caixa em mudar o sistema foi tomada sem qualquer discussão com os trabalhadores. Empregados procuraram a Apcef e Sindicato de São Paulo reivindicando iniciativas visando impedir tal mudança. Em nota publicada em seu portal, a Associação informa que encaminhou ofício à Diretoria de Soluções de TI (Desol). No ofício, solicita-se reunião para que se discuta o tema.

Acordo Coletivo de Trabalho

Embora de caráter genérico, cláusula 48 do Acordo Coletivo de Trabalho 2024-2026 define a existência de Grupo de Trabalho, com representantes da Caixa e dos trabalhadores, para “tratar de questões relativas às condições de trabalho”.  É exatamente o caso aqui mencionado.

A ver.

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