Balanço da Caixa de janeiro a setembro de 2025, ante o mesmo período de 2024, revela que houve redução de R$ 97,2 milhões, 0,48%, no total de receitas de prestação de serviços e rendas de tarifas bancárias. O montante contabilizado nesse grupo é comparado, como fator de análise, às despesas de pessoal. Nos nove primeiros meses de 2025 receita de R$ 20,328 bilhões, valor equivalente a 90% da despesa de pessoal de R$ 22,381 bilhões. Em instituições do mesmo porte da Caixa, tal proporção supera 100%. Apenas com tarifas, os maiores bancos cobrem sua despesa com pessoal sem a necessidade de se valerem de recursos alcançados com a atividade-fim, que é a intermediação financeira.
Serviços de governo em alta
Observados os períodos, as receitas no subgrupo serviços de governo cresceram R$ 350,6 milhões, ou 4,9%. Destaque, aqui, para a rubrica FGTS, mais R$ 215,5 milhões, ou 9,2%. As rubricas FGTS e Loterias, somadas, correspondem a 22,9% do total do grupo Serviços e Tarifas.
Tarifas bancárias encolheram R$ 447,8 milhões, 3,4%. Queda mais significativa nas rubricas Operações de Crédito, R$ 361,8 milhões, 17,9%, e Seguros, Capitalização, Previdência e Consórcios, R$ 272 milhões, 9,6%. Alta na rubrica Cartões de Débito e Crédito, R$ 252,4 milhões, 11,5%. 