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BaaS: intermediários e parceiros na Caixa

A gestão atual da Caixa, que recentemente ampliou a participação privada na Caixa Seguridade por meio da alienação de parte de suas ações – em outras palavras, abriu portas para mais sócios faturarem em seu balcão –  publicou em 21 de agosto comunicado ao mercado no qual anuncia  “processo competitivo para a seleção de parceiro comercial para implementação, operação e gestão compartilhada de serviços de Banking as a Service (BaaS)”.  Trata-se de “parceria” – na denominação da própria Caixa – que permitirá a empresas não financeiras oferecerem e operarem serviços do banco.

Em apresentação vinculada ao comunicado, anuncia-se “processo competitivo para seleção de parceiro estratégico com o qual irá celebrar acordo comercial para implementação, operação e gestão compartilhada de serviços de Banking as a Service (“BaaS”) relativos a conta digital, transações, cartões e crédito, entre outros.”.

Os contratos de parceria terão duração de 120 meses. Poderão se candidatar empresas ou consórcio de empresas.

O “Banking as a service”, diz a Serasa Experian, é forma pela qual empresas oferecem  “serviços financeiros por meio de sua marca, sem precisar desenvolver uma estrutura bancária para isso”. E acrescenta: o Baas ”funciona como uma “camada” tecnológica terceirizada: enquanto a empresa contratante foca na experiência do cliente e na estratégia comercial, o provedor de BaaS gerencia licenças, compliance, segurança e integração com sistemas de pagamento”.

A ver o que restará de serviços e produtos para a Caixa –  enquanto banco – oferecer sem a participação de intermediários privados.

A propósito: a Caixa será devolvida?

Diante de novas especulações quanto à hipótese de o Partido Popular (PP) deixar a base do governo Lula, vale recordar matéria publicada ainda em março pelo portal Brasília Alta Frequência. Na matéria, registrava-se que “a discussão em torno da possível saída do PP do governo Lula não envolve abrir mão da presidência da Caixa Econômica”. Dizia então o Portal que Ciro Nogueira, presidente do Partido Popular, em entrevista à Globonews, argumentava “que o cargo era da cota do ex-presidente da Câmara, Arthur Lira”. No partido, ainda segundo a matéria, havia quem defendesse naquele momento que o banco fosse “devolvido” ao governo, “para colocar o PP em condição de integral independência”.

Em outras especulações,  a versão é de que o pessoal do PP deixará a base governista apenas em abril do próximo ano, prazo final para que ocupantes de cargos públicos se desencompatibilizem para a disputa eleitoral em 2026. É o espírito público.

Leia também https://todoplural.com.br/2025/08/27/a-fundacao-caixa/

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